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Licenciar sua música ficou mais simples — e o ISRC agora sai junto

Uma produtora quer sua música num filme. Você diz sim — e trava na pergunta seguinte: quem precisa autorizar o quê. Desde 24 de agosto existe um caminho único para isso.

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As quatro etapas viram uma

Quem abre o pedido é quem quer usar a música; você entra como titular a ser autorizado — o fluxo serve aos dois lados. Ele junta o que estava espalhado: triagem do pedido, intermediação com editoras e detentores de direitos, definição do ISRC no momento da autorização e emissão da licença oficial. Repare no terceiro item. O ISRC deixa de ser aquela pendência que fica para depois — e que depois cobra caro, porque é ele que identifica sua gravação em todo lugar.

Tem preço e tem prazo

As taxas começam em R$ 55 para associado — é piso, não preço fechado: o valor final depende do uso pretendido. O prazo médio declarado pela ABMI vai de cinco a vinte dias úteis. E a porta não é só para sócio: não associado também usa, pagando mais.

O que não está aí dentro

Aqui mora o erro caro. O serviço licencia o fonograma — a gravação. Não substitui a execução pública, que segue com o Ecad e as associações, nem o direito de autor da composição, que é conversa com a editora. São três camadas diferentes. Tratar uma licença de gravação como se resolvesse as três é o tipo de engano que só aparece quando o dinheiro não chega.

O recado: Descubra hoje quem são os titulares de cada faixa sua e se ela já tem ISRC. Quem chega ao licenciamento com essa resposta pronta usa esse prazo para negociar; quem não tem, usa para descobrir. Segundo o relatório Mercado Brasileiro de Música 2025, da Pro-Música Brasil, o setor faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% — e nada disso chega a quem não é encontrável. Fonte dos dados da ABMI: Mundo da Música MM, 24/08/2026.