IFPI define quem entra no chart com IA — três condições e duas etiquetas, começando pela América Latina
O IFPI definiu três condições para uma gravação feita com inteligência artificial poder disputar as paradas oficiais, e criou duas etiquetas: assistida por IA e gerada por IA. A América Latina está no primeiro grupo a receber a regra.
Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narraçãoSão três condições, e a gravação precisa cumprir as três
Para ser elegível às paradas oficiais, uma gravação desenvolvida com IA generativa tem de atender a todos os pontos: primeiro, o serviço de IA utilizado precisa ser devidamente autorizado e legal; segundo, a gravação precisa ser substancialmente criada por seres humanos; terceiro, não pode haver preocupações relacionadas à manipulação de streams. Repare que os três olham para coisas diferentes: a origem da ferramenta, a autoria do resultado e a limpeza dos números.
Duas etiquetas, e a diferença entre elas é a sua próxima decisão de lançamento
O IFPI passa a distinguir gravação assistida por IA de gravação gerada por IA. Usar a ferramenta para limpar um ruído, separar faixas, ajudar num arranjo ou masterizar é uma coisa. Entregar à máquina a criação da obra é outra. A régua que separa as duas é o critério do meio: se a gravação foi substancialmente criada por seres humanos. Nas palavras de Victoria Oakley, CEO do IFPI, os charts oficiais de música fazem muito mais do que acompanhar vendas: eles celebram a criatividade e o esforço humano.
América Latina está no primeiro grupo, não no último
A implementação começa pela América Latina, Oriente Médio, África e Sudeste Asiático, e depois se estende a mais de vinte charts oficiais pelo mundo. Ou seja: esta não é uma regra que chega ao Brasil daqui a alguns anos, depois de estrear na Europa. Ela estreia aqui. E vale para o mesmo ecossistema em que Sony, Universal e Warner operam, que é o ecossistema em que o seu lançamento também é medido.
O recado: Dá para fazer três coisas desde já: usar serviços de IA licenciados e saber dizer qual você usou; registrar o que na sua faixa é trabalho humano, porque é esse o critério; e ficar longe de qualquer promessa de impulsionar streams, que agora derruba a elegibilidade por conta própria. E o que a fonte não diz, para você não ser pego de surpresa: não há mecanismo de declaração publicado, não há data específica para o Brasil e não há sanção descrita para quem declarar errado. Conteúdo informativo, não é orientação jurídica. Salve este post e mande para quem vai lançar faixa com IA.
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